Um recomeço aos 26 anos
Meu primeiro contato com o violino ocorreu no ano de 2014. Na época eu tinha 23 anos e cursava Jornalismo na cidade de Frutal/MG. Eu morava no mesmo quarteirão que o Conservatório Municipal e de tanto ouvir as aulas de bateria de meu apartamento, decidi ir até o local para conhecer. Matriculei-me em aulas de bateria e violino e para meu espanto, a escola de música não exigia nenhum conhecimento teórico para o alistamento nos instrumentos.
Eu já havia estudado teoria e violão erudito por cinco anos no Conservatório Municipal Galdina Corrêa da Costa em Patos de Minas e estranhei que as instituições funcionassem de formas tão distintas. A escola de música de Frutal funcionava em um casarão antigo e pelo que deduzi, dispunha de poucos recursos financeiros. No local havia ainda uma pequena capela que levava o nome de uma ex-prefeita da cidade. A mulher era adorada na cidade, mas tanto ela, quanto o marido, estavam envolvidos até o pescoço em esquemas de corrupção...
Bem, dando continuidade após esse contexto nada animador, as aulas não poderiam ser nada diferentes. As lições de bateria duravam uma hora, onde cerca de seis alunos dividiam o turno. O professor ensinava 24 ritmos e o aluno ia tocando até onde conseguisse sem errar. Sequer aprendíamos coisas básicas sobre como segurar a baqueta, ou mesmo o nome das partes do instrumento. O sistema era bem rústico e eu desisti de imediato pois não havia como evoluir daquela maneira.
Quanto as aulas de violino, sobrevivi a apenas duas. Eu dividia o horário com outros dois meninos, cada um em um nível diferente de aprendizado. O professor pedia para que fizéssemos escalas e pré-supunha que já sabíamos como ler pautas musicais. Por sorte eu sabia, mas eu percebia também que o aprendizado seria árduo ou equivocado demais para que fluísse bem. A escola emprestava violinos, mas eu não me sentia a vontade naquele ambiente desorganizado. Acabei desistindo e pensei que nunca mais retornaria a tentar aprender violino novamente.
No ano passado voltei a morar em Patos de Minas e me inscrevi novamente no conservatório. Este ano voltei a estudar teoria musical do zero e consegui uma vaga na aula de violino, que teve início em meados do mês de março. Aos 26 anos, finalmente irei realizar este objetivo que quero concretizar desde 2010, quando me apaixonei pelo instrumento ao conhecer a banda australiana Dirty Three, do excêntrico violinista Warren Ellis.
Pretendo utilizar este blog para compartilhar meu aprendizado e relatar como será meu progresso no estudo deste instrumento. Estou no meio musical a mais de dez anos e toco alguns instrumentos sendo eles violão, guitarra, gaita, ukulele. Porém fica a ressalva de que toco os instrumentos de corda como canhoto e que meu aprendizado do violino está ocorrendo como destro, o que torna tudo ainda mais desafiador! Pode ser que o material aqui publicado seja útil para algum violinista iniciante, porém o intuito inicial é manter-me sempre motivado com o violino.
O blog leva este título pois existe um mito de que o violino não pode ser aprendido com muito êxito depois de que alcançamos a fase adulta. Eu ainda estou no princípio e pretendo quebrar alguns destes paradigmas por meio destes registros que aqui serão feitos. Se depender de mim, quando eu for idoso ainda estarei sempre em busca de novos conhecimentos!
Eu já havia estudado teoria e violão erudito por cinco anos no Conservatório Municipal Galdina Corrêa da Costa em Patos de Minas e estranhei que as instituições funcionassem de formas tão distintas. A escola de música de Frutal funcionava em um casarão antigo e pelo que deduzi, dispunha de poucos recursos financeiros. No local havia ainda uma pequena capela que levava o nome de uma ex-prefeita da cidade. A mulher era adorada na cidade, mas tanto ela, quanto o marido, estavam envolvidos até o pescoço em esquemas de corrupção...
Bem, dando continuidade após esse contexto nada animador, as aulas não poderiam ser nada diferentes. As lições de bateria duravam uma hora, onde cerca de seis alunos dividiam o turno. O professor ensinava 24 ritmos e o aluno ia tocando até onde conseguisse sem errar. Sequer aprendíamos coisas básicas sobre como segurar a baqueta, ou mesmo o nome das partes do instrumento. O sistema era bem rústico e eu desisti de imediato pois não havia como evoluir daquela maneira.
Quanto as aulas de violino, sobrevivi a apenas duas. Eu dividia o horário com outros dois meninos, cada um em um nível diferente de aprendizado. O professor pedia para que fizéssemos escalas e pré-supunha que já sabíamos como ler pautas musicais. Por sorte eu sabia, mas eu percebia também que o aprendizado seria árduo ou equivocado demais para que fluísse bem. A escola emprestava violinos, mas eu não me sentia a vontade naquele ambiente desorganizado. Acabei desistindo e pensei que nunca mais retornaria a tentar aprender violino novamente.
No ano passado voltei a morar em Patos de Minas e me inscrevi novamente no conservatório. Este ano voltei a estudar teoria musical do zero e consegui uma vaga na aula de violino, que teve início em meados do mês de março. Aos 26 anos, finalmente irei realizar este objetivo que quero concretizar desde 2010, quando me apaixonei pelo instrumento ao conhecer a banda australiana Dirty Three, do excêntrico violinista Warren Ellis.
Pretendo utilizar este blog para compartilhar meu aprendizado e relatar como será meu progresso no estudo deste instrumento. Estou no meio musical a mais de dez anos e toco alguns instrumentos sendo eles violão, guitarra, gaita, ukulele. Porém fica a ressalva de que toco os instrumentos de corda como canhoto e que meu aprendizado do violino está ocorrendo como destro, o que torna tudo ainda mais desafiador! Pode ser que o material aqui publicado seja útil para algum violinista iniciante, porém o intuito inicial é manter-me sempre motivado com o violino.
O blog leva este título pois existe um mito de que o violino não pode ser aprendido com muito êxito depois de que alcançamos a fase adulta. Eu ainda estou no princípio e pretendo quebrar alguns destes paradigmas por meio destes registros que aqui serão feitos. Se depender de mim, quando eu for idoso ainda estarei sempre em busca de novos conhecimentos!
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